Nosso lixinho musical
Nem todas as minhas músicas são inteligentes. E a IA é incapaz de mudar isso! Ela até tenta transformar minhas composições em músicas, mas não rola. O som fica até bom, mas o conteúdo não.
Assim, chegamos ao “Meu lixinho musical”! Eu tenho noção de quão “ponto fora da curva” sou, em relação a qualidade e temática do que produzo. Por isso criei esta divisão aqui no site. Ela apresenta as mesmas identificações de estilo ou falta de estilo apresentadas em “Aloísio + IA”, mas a esquisitice é tanta que as pessoas precisam ser alertadas…
Já joguei e jogo muita coisa que penso e/ou produzo fora, mas tenho grande dificuldade em fazer isso. Eu gosto muito de meus textos e minhas músicas. E, às vezes por causa de uma única frase ou uma ideia diferente, não consigo me desapegar… No mundo real, tenho uma pilha de papéis e cadernos de notas, que sei que nem valem a pena digitalizar. No digital, tenho outras lixeiras, além dessa.
Aqui, em “Meu lixinho musical”, provavelmente estão as coisas que deveria ter vergonha de mostrar. Mas não tenho.
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■ Músicas com cabeça
– (Quase MPB/POP, Quase sertanejo/forró, Quase samba, Quase rap/funk, Quase rock)
■ Músicas sem cabeça
–(Quase MPB/POP, Quase sertanejo/forró, Quase samba, Quase rap/funk, Quase rock)
■ Besteirol – #Perdão
■ Infantil – #SóQueNão
Músicas com cabeça
Na batida
É na batida da bateria
No ritmo da percussão
O artista vai ganhando a vida
Dedilhando o violão
É na batida
É na batida da bateria
É na batida
No ritmo da percussão
Somando-se vem
Guitarra, baixo, bateria
Só falta ela, senhora
Dona da situação
É na batida
É na batida da bateria
É na batida
No ritmo da percussão
Voz aguda
Voz arrastada
Voz grave
Voz de arrastão
À cada um
Sua melodia leva
Arrastando
Uma multidão
É na batida
É na batida da bateria
É na batida
No ritmo da percussão
Amplificando
O amplificador
Fazendo brotar alegria
Despertar o amor
A música tem dó
Mas não tem dono
A noite não pede
A sua permissão
É na batida
É na batida da bateria
É na batida
No ritmo da percussão
O ambiente de som
Se forma
Transforma, transborda
A ilusão
Tudo é único
Tudo é possível
É na batida
Do coração
É na batida
É na batida do coração
Oh, chuva
A chuva vem
A chuva cai
O solo molha
E a chuva vai
A chuva vem
A chuva cai
O sol reaparece
E a chuva vai
A criança corre pela rua molhada
Pula na poça na maior gargalhada
A mãe reclama e o pai olha pro céu
É a chuva que cai, é a chuva que cai
A chuva vem
A chuva cai
O solo se hidrata
E a chuva vai
A chuva vem
A chuva cai
A água evapora
E a chuva vai
O solo se hidrata e enriquece
A planta cresce forte e floresce
A água evapora e retorna ao céu
Para desaguar chuva em outro lugar
A chuva vem
A chuva cai
Para alegria das crianças
Para desespero dos pais
A chuva vem
A chuva cai
Para alegria das plantas
Para florescer a vida
Oh, chuva seja bem vinda
Oh, não…
Só não pode cair muito
No mesmo lugar
A chuva vem
A chuva cai
Oh, chuva vai
Beleza
Beleza onde está?
Beleza o que é?
Beleza é de quem?
Beleza do que vem?
A beleza está no belo
A beleza está no feio
Por vezes é o que se vê
Outras formas de olhar
Beleza é luxo
Beleza é lixo
Beleza é perfeição
Também imperfeição
Beleza é tudo
Beleza é nada
É liberdade, é de todos
Não é de ninguém
Beleza é o sorriso da criança
Beleza é a criança do sorriso
Beleza é a alma da criança
Beleza é a criança de toda alma
De menina a mulher
Parceria letra: Aloísio Costa Latgé + Hélida Gmeiner
Batatinha quando nasce
Espalha a rama pelo chão
Menininha quando cresce
Põe a mão no coração
Lá de longe vem um menino
E ela olha para ele diferente
A menininha, já menina é
Mas ainda não compreende
Já pertinho o jovem chega
Ela gosta e se aconchega
A menina, agora jovem é
Permite o que sente e quer
Vem Bernardo, vem Samuel
Vem Arthur e vem Miguel
Coração bate bate acelerado
A jovem está virando mulher
Vem Gabriel, vem Gabriela
Vem faculdade, emprego, liberdade
A escolha certa, a indecisão
Mulher ainda não sabe o que quer
Batatinha quando nasce
Espalha a rama pelo chão
Menininha quando cresce
Seu destino é ser mulher
Vem Cauã, vem Cauã
Não vai, por favor… Fica Cauã
Mulher, agora, de corpo e coração
O destino da menina é ser mulher
Venturas e desventuras
Venturas e desventuras vivi
Ao seu lado
encontrei coragem
para enfrentar
os desafios
Você foi minha amiga
você é minha parceira
para toda a minha vida
será minha mulher
Não, nem sempre foi
só alegria
foi difícil chegar aqui
com disposição para seguir
Que venham 10 anos ou mais
20 ou 30
e a velhice se abata
e a velhice nos abata
Não, não temo dizer
é a ordem natural da vida
nascer, viver e morrer
e, no meio, tentar ser feliz
Chorar e sorrir
cantar e calar
gritar, correr, dormir
sempre sonhar
Não, eu não temo dizer
eu vou morrer feliz
por tudo o que eu vivi
e deixei de viver ao seu lado
Eu vou morrer feliz
ao seu lado
Deixe de lamúrias
Deixe de lamúrias coração
Pois tempo que foi não volta não
Sentimentos que causaram dor
Não merecem ser prolongados
Respire fundo, erga a cabeça
E siga, prossiga o seu destino
Mesmo que você não acredite
Mesmo que ache que mereça
Sofrer não é destino pra ninguém
Deixe de lamúrias coração
… Meu coração
Escuta a cabeça
… Minha cabeça
O que é bom é para se guardar
O que é ruim a gente esquece
Sofrer não é
Sofrer não é destino pra ninguém
Respire fundo, erga a cabeça
E siga, prossiga o seu destino
Mesmo que você não acredite
Mesmo que ache que mereça
Sofrer não é destino pra ninguém
Sofrer não é
Sofrer não é
… Nosso destino
Quando acordar, te conto
Sei lá da minha vida
Quando acordar, te conto
Se nossos caminhos cruzarem
Prometo, te encontro
Com o que vem acontecendo
Só durmo com o sol nascendo
E, todo dia, quando acordo
Penso: Nem fodendo
Sei lá da minha vida
Eu guardo ressentimento
Por você, mais dois ou três
Impedirem meu momento
Mas sei das minhas culpas
Não posso reclamar
Por, no meio do caminho
Minha vida encerrar
E eu sei lá da minha vida
E eu não quero nem saber
Vou vivendo dia a dia
Aquilo que se oferecer
Desviando dos olhares
Fingindo não escutar
O tic tac do relógio
Os ponteiros a girar
Sei lá da minha vida
Da sua, tampouco quero saber
Hoje o mundo pode acabar
Faz tempo, já deixei de viver
Quer saber?
Está todo mundo querendo saber
o que você quer
mas você não está nem aí
Para saber o que eles querem
ou que eles saibam
o que você quer
Sorria, se quiser sorrir
chore, se quiser chorar
grite, se quiser gritar
Foda-se
é problema seu
não meu
O que você quer
o que você tem
o que você pensa
Foda-se
é problema seu
não meu
Se você joga futebol de botão com os pés
namora com uma boneca inflável
sobe de joelhos a escadaria da Sé
– Tenha fé
Dos meus problemas
e dos meus amores
cuido eu
Se você não tem o que fazer
tenho eu
tenho eu
O que você quer
o que você tem
o que você pensa
Foda-se
é problema seu
não meu
Se você corta a corda para não ter que pular
grita, na foda, mesmo sem gozar
cai de joelhos diante do padre e pede perdão
– Tenha fé
Dos meus problemas
e dos meus amores
cuido eu
Se você não tem o que fazer
tenho eu
tenho eu
Sessão da tarde
Quando filmes de sessão da tarde
Me fazem chorar
É porque já está na hora
De parar de pensar
Talvez seja covardia ou fuga
Eu não sei precisar
Dizer não ao sentimento
Que insiste em aflorar
Mas eu não sou
Cachoeira
Não sou chuva
Tempestade
Mas eu não sou
Mártir
Masoquista
Para…
Achar graça em chorar
Oh, meu Deus, como eu queria
Suas lembranças, sempre sorrindo
Os sorrisos mais lindos
Que compartilhamos
Mas eu não sou
Cachoeira
Não sou chuva
Tempestade
Mas eu não sou
Mártir
Masoquista
Suas…
Suas lembranças eu quero
Rindo, gargalhando
Cantando, sonhando
Me perdoe Brad Pit
Me perdoe Nicole Kidman
Will Smith, Adan Sandler, Selton Mello
Camila Pitanga, Emma Whatson
Mas eu não sou
Cachoeira
Não sou chuva
Tempestade
Mas eu não sou
Mártir
Masoquista
– Stop!
Suas lembranças eu quero
Rindo, gargalhando
Cantando, sonhando
Sessão da tarde
Quando filmes de sessão da tarde
Me fazem chorar
É porque já está na hora
De parar de pensar
Talvez seja covardia ou fuga
Eu não sei precisar
Dizer não ao sentimento
Que insiste em aflorar
Mas eu não sou
Cachoeira
Não sou chuva
Tempestade
Mas eu não sou
Mártir
Masoquista
Para…
Achar graça em chorar
Oh, meu Deus, como eu queria
Suas lembranças, sempre sorrindo
Os sorrisos mais lindos
Que compartilhamos
Mas eu não sou
Cachoeira
Não sou chuva
Tempestade
Mas eu não sou
Mártir
Masoquista
Suas…
Suas lembranças eu quero
Rindo, gargalhando
Cantando, sonhando
Me perdoe Brad Pit
Me perdoe Nicole Kidman
Will Smith, Adan Sandler, Selton Mello
Camila Pitanga, Emma Whatson
Mas eu não sou
Cachoeira
Não sou chuva
Tempestade
Mas eu não sou
Mártir
Masoquista
– Stop!
Suas lembranças eu quero
Rindo, gargalhando
Cantando, sonhando
O que podemos ser
Depois de algum tempo
Eu parei de perguntar
Sobre os seus sonhos
Sobre as suas alegrias
É que cada um sabe
Do silêncio que carrega
E das dores
Que toma para si
Agora…
Seguimos adiante
Em silêncio e sérios
Sem saber para onde ir
Vida escolhida
Não se discute
Vidas deixadas para trás
Não se lamenta
Cada um
É o que é
Cada dois
O que pode ser
Já fui outro
Com outros, com outras
Hoje, sou este
Com você
Enquanto eu conseguir
Controlar
Minha fala fácil
E meu riso, gargalhada
Temperamental
Meu coração não respeita
placas criadas pela razão
Quando quer virar ele vira
mesmo na contramão
Meu coração não se limita
à velocidade indicada
Quando quer ele acelera
quando não quer vai devagar
Meu coração não respeita
anda fazendo pirraça
Quando quer virar ele vira
desde que esbarrou em você
Meu coração não se limita
Às vezes até me irrita
Para quando eu quero andar
vive correndo pra lá e pra cá
Meu coração já foi lotada
ele já levou gente demais
Mas hoje ele é egoísta
segue sem sequer me levar
Meu coração já foi lotada
ele já levou gente demais
Mas hoje ele é egoísta
hoje ele só leva você
Segue de farol baixo
meu coração nas noites sem lua
Segue sem destino traçado
sem hora pra ir nem voltar
Ele segue a procurar
ele segue procurando você
Ele segue sem consultar
O que quer ou não quer meu querer
Ele segue a procurar
Ele segue procurando você
Eu queria poder
Eu queria poder fazer
qualquer coisa para te ajudar
mas estou com as minhas mãos
… atadas
Eu queria poder correr
ao seu encontro para te resgatar
mas estou com os meus pés
… travados
Eu queria poder
dizer palavras doces para te acalentar
escutar suas queixas para te aliviar
mas estou surdo
mas estou calado
Por que você não me chama
quando precisa
não precisa gritar
Por que você não reclama
do peso que carrega
basta sussurrar
Por que você não lembra de mim
eu estou sempre aqui
eu estou sempre aqui
eu estou sempre aqui
… a te esperar
Eu queria poder
fazer qualquer coisa para te ajudar
correr ao seu encontro para te resgatar
dizer palavras doces para te acalentar
ao menos, escutar as suas queixas
Mas eu nada posso fazer
mas eu nada posso fazer
mas eu nada posso fazer
se você não desejar
Mas o que eu posso fazer
mas o que eu posso fazer
mas o que eu posso fazer
para você me desejar
Eu queria poder
eu queria poder
Quem fui aqui
eu não tenho medo do desconhecido
depois de tudo o que vi perdido
só perder mais, pode ser sentido
coisas boas até podem acontecer
a vida segue alheia ao meu querer
mas, seja o que for, será só por ser
talvez ajudem a passar o tempo
talvez afastem um só pensamento
mas nada vai silenciar o meu tormento
o que antes foi seu, antes foi ter
hoje é só meu, é só sobreviver
fora de mim, não há mais o que viver
hoje eu caminho sem olhar pra trás
mas cada passo pesa por demais
não quero esquecer o que não mais
dentro de mim, ouço o eco de ti
não quero esquecer o que perdi
não quero apagar quem já fui aqui
Músicas sem cabeça
Manutenção
Estou fechado
Para manutenção
Para reparar
Meu pobre coração
Desde que Manú me deixou
Ele está só na pressão
Bate, bate descompassado
Quase me deixa na mão
E…
Eu…
A… qui…
Sem…
Sa… ber…
Por… quê…
Manú, que tensão toda é essa?
Ontem mesmo parecia tudo bem!
Meu coração, tá faltando uma peça
Tá faltando você, Manú, vem…
E…
Eu…
A… qui…
Sem…
Sa… ber…
Por… quê…
Manú…
Manú…
– Por quê, Manú, toda essa tensão?
Manú… tensão
Você e eu
Hoje eu dormi mal
Mas de um jeito diferente
Dormir eu até dormi
Mas não relaxei a mente
Os problemas do meu dia
Invadiram os meus sonhos
Eu convoquei Morfeu
Mas no meu sonho ele morreu
Éramos só você e eu
Éramos só você e eu
Revirando problemas
Que sequer viveu
Éramos só você e eu
Que doido
Invés de estarmos nos amando
Estávamos brigando
Que pesadelo foi esse
Acordei de olhos vermelhos
Olhei para os dois lados
E você não estava lá
Que pesadelo é esse
Baby, onde você está
Se a vida imita o sonho
Basta a gente acordar
Éramos só você e eu
Éramos só você e eu
Resolvendo problemas
Que sequer viveu
Éramos só você e eu
Que doido
Invés de estarmos brigando
Estávamos nos amando
Domingo
Um prego pregado na parede
Sem quadro para pendurar
Hoje estou me sentindo assim
Sem beleza para mostrar
Hoje não tive porque
Me levantar ou me mover
Como se fosse domingo
E a vida permanecesse dormindo
Passa o dia, passa a vida
Quem sabe passo por aí mais tarde
Como quem não quer nada
Como se não tivesse nada a ganhar
Não tenho nada a ganhar
Você já não me alimenta
Minha alma desnutrida nem se aguenta
Segue cambaleando por aí
Me carregando a tira colo
Não tenho nada a ganhar
Hoje não vai ter exposição
A galeria está fechada
O meu corpo tatuado nu
Não interessa a ninguém
Amargadura
Deixe de lado a sua armadura
Não viva somente de amargura
Abra o seu peito, abra-se
Para amar
Não deixe que a vida lhe aprisione
Não viva com medo, se emocione
Abra o seu coração, abra-se
Para amar
Eu sei nem sempre a vida
Nos protege de todo mal
Vivemos tão intensamente
O agora, alheio ao final
Um contra o outro, sempre
Movidos pelo menos, pelo mais
Caindo, por vezes, levantando
Travando batalhas medievais
Mas nos fecharmos completamente
À vida, não é solução
Contidos, em nossas armaduras
Nos aguardam anos de solidão
Deixe de lado a sua armadura
Não deixe que a vida lhe aprisione
Abra o seu peito, seu coração
Para amar
Não viva somente de amargura
Não viva com medo, se emocione
Não deixe que a vida lhe aprisione
O Tal
Pare
Pare um pouco pra pensar
Pense
Pense antes de agir
Aja
Aja antes de sair, por aí
Se autoproclamando o tal
Eu sou o tal
Ficar com 10 garotas numa noite
não te torna especial
Transar com uma mulher por dia
não ė bom sinal
Ferir e enganar o outro
não lhe torna o tal
Você não é o tal
Ganhar uma garota é muito mais
do que lhe roubar. um beijo
Fazer amor com uma mulher exige
mais. do que o gozo
Conquistar o amor demanda
…dar e receber
…ganhar e ceder
…viver bons momentos e também momentos ruins
Você não é o tal
Pare
Pare de se enganar
Pense
Pense também no outro
Não
Não seja egoísta
Haja com boas intensões
E com amor no coração
E aí, quem sabe, alguém
Um dia lhe diga: Ô cara
Você é o tal
Agora é lei
Agora é lei
é obrigado ser feliz
Agora é fácil
é só tomar um comprimido
E tudo o que você quiser
você vai ter
Basta desejar
pra virar realidade
Pois agora é lei
é obrigado ser feliz
Pois agora é lei
é obrigado ser feliz
Agora é lei
é obrigado ser
rá, rá, rá, rá, rá, rá
Nas noites frias
sob a coberta
sempre vai ter
alguém pra amar
Diante do perigo
relaxa meu bem
tem 10 super-heróis
pra te salvar
Não vai ter mais
com o que se preocupar
esfria a cabeça
que agora é relaxar
Pois agora é fácil
é só tomar um comprimido
Pois agora é fácil
é só tomar um comprimido
agora é fácil
é só tomar um
rá, rá, rá, rá, rá, rá
Não vai ter mais
contas pra pagar
Não vai ter mais
trabalho chato para fazer
Não vai ter fila de banco
gente pra criar intriga
Fome, crime ou miséria
não vai ter mais…
do que reclamar
rá, rá, rá, rá, rá, rá
Pois agora é lei
é obrigado ser feliz
rá, rá, rá, rá, rá, rá
Pois agora é fácil
é só tomar um comprimido
rá, rá, rá, rá, rá, rá
Pois agora é lei
Pois agora é fácil
rá, rá, rá, rá, rá, rá
Não vai ter mais sonho
porque não vai ter mais
com o que sonhar
Brasil
Brasil
Combina
Negro e branco
Amarelo e pardo
Mistura de raça e de côr
Brasil
Combina
Samba e rock
Funk e baião
Mistura de ritmo e som
Brasil
Meu Brasil
Seu
Nosso Brasil
Brasil de todos
De pobres e ricos
Esnobes e humildes
Doutores e analfabetos
Brasil
Combina
Novo e velho
Moderno e retrô
Mistura
De futuro e passado
Um passo adiante
Dois passos atrás
Meia volta, volver
Brasil das mansões
Dos desabrigados
Brasil dos patrões
Dos desempregados
Brasil dos high-techs
Dos catadores de lixo
Meia volta, volver
Meia volta, volver
Brasil é tudo
É nada
É de todos
Não é de ninguém
Brasil
Exemplo e vergonha
Brasil
Meu Brasil
Nosso Brasil
Qual o seu?
O velho capitão
O velho capitão
ao avistar a terra
resolveu soar
o apito
Puuuuuuuúúú
Foram 4 meses
navegando noite e dia
por mares
calmos e bravios
Velho capitão
tripulação e nau
transportando
ouro e especiarias
Pra satisfazer
a rainha e aos dela
enquanto o seu povo
passa por privações
O velho capitão
ao avistar a terra
resolveu soar
o apito
Puuuuuuuúúú
Foram 4 meses
navegando em alto mar
rezando para ir
rezando para retornar
Velho capitão
tripulação e nau
transportando suas dores
e a alegria alheia
Pra satisfazer
aos outros, não aos seus
por mais uma, duas, três viagens
velha realidade
O velho capitão
ao avistar a terraresolveu soar
o apito
Puuuuuuuúúú
Puuuuuuuúúú
Puuuuuuuúúú
Um prego na parede
Um dia eu encontrei
Um prego na parede
E me preguei
E ali pregado
No prego na parede
Eu fiquei
Olhando para direita
Olhando pra esquerda
Olhando para frente
Sem olhar pra trás
Anos e anos e anos
Um dia eu encontrei
Um prego na parede
E me preguei
E ali pregado
No prego na parede
Eu fiquei
Sem comer
Sem cagar
Sem dormir
Sem sonhar
Sem tomar banho
E sem cortar
As unhas do pé
Anos e anos e anos
Anos e anos e anos
– Sorria!
– Você está sendo observado
Observando o outro
Sem me observar
Sorria, você está sendo observado
Sorria, você está sendo observado
Sorria, você está sendo observado
Anos e anos e anos
– Sorria!
– Você está sendo observado
Um dia eu encontrei
Um prego na parede
E me preguei
E ali pregado
No prego na parede
Eu fiquei
Olhando para o céu
Olhando para o inferno
Temendo julgamento
Temendo me soltar
Anos e anos e anos
– Não olhe para mim!
– Sorria
– Não, não olhe para mim
Pregado na parede
Sem ninguém me observar
Aguardando o dia que
Alguém venha
Para me libertar
Sorria
Sorria
Sorria
Anos e anos e anos
Aguardando
Você
Vazio existencial
Eu sou só um cara escroto
Eu sou só um cara escroto
Pedindo o que não posso dar
Eu talvez até pareça
Eu talvez até pareça
Alguém que você possa confiar
Mas não se engane por favor
Escute o que lhe digo
Eu não tenho amor
Mas não se engane por favor
Escute o que todos dizem
Eu não tenho amor
Finjo ser cordeiro mas sou lobo
Finjo ser inocente, até bobo, mas…
Eu não tenho amor
Minto dizendo só verdades
Te engano ao me enganar, pois…
Eu não tenho amor
Eu não tenho amor
Eu não tenho amor
O meu vazio existencial
Eu preencho com
Café e biscoito cream cracker
Com café e cream cracker
Eu não tenho amor
Eu não tenho amor
Eu não tenho amor
O meu vazio existencial
Eu preencho com
Café e biscoito cream cracker
Com café e cream cracker
Eu não tenho mais
Eu não tenho mais
Café e cream cracker
Besteirol – #Perdão
Besteirol – #Perdão
Lobos vermelhos
Não saia de saia na sexta
não saia de saia na sexta
na sexta é dia do lobo uivar
na sexta é dia do lobo uivar
auuuuuuuuuuu…
Foi numa sexta-feira
que chapeuzinho saiu pra levar
uma cesta repleta de doces
pra vovozinha alegrar
Vestia uma capa vermelha
com capuz pra se proteger
do sol, do frio e da chuva
essa a origem do seu apelido
Não saia de saia na sexta
não saia de saia na sexta
na sexta é dia do lobo uivar
na sexta é dia do lobo uivar
Mas a história que a história conta
não tem a ver com a realidade
não era a cesta repleta de doces
que o lobo mal desejava
Por baixo da capa vermelha
uma minissaia chapeuzinho usava
e por ver as suas pernas de fora
é que o lobo tarado uivava
Não saia de saia na sexta
não saia de saia na sexta
na sexta é dia do lobo uivar
na sexta é dia do lobo uivar
auuuuuuuuuuu…
Para encurtar essa história
deixemos de lado a vovozinha
e mesmo o lenhador não merece
aqui mais do que uma linha
Foi em uma curva da estrada
que o lobo abordou chapeuzinho
com os seus olhos arregalados
e cheio de baba o focinho
Não saia de saia na sexta
não saia de saia na sexta
na sexta é dia do lobo uivar
na sexta é dia do lobo uivar
E nunca mais se teve na vila
notícias de chapeuzinho
e tampouco do lobo mal
que vivia no bosque sozinho
Mas dizem as más línguas de lá
que os dois se amigaram
e uma ninhada de lobos vermelhos
surgiu na floresta a uivar
e uma ninhada de lobos vermelhos
surgiu na floresta a uivar
Não saia de saia na sexta
não saia de saia na sexta
na sexta é dia do lobo uivar
na sexta é dia do lobo uivar
auuuuuuuuuuu…
Zumbizolandia
Na Zumbizolandia
Que lugar é esse?
Na Zumbizolandia
Na Zumbizolandia
Todo mundo é igual
Não existe belo ou feio
Defeituoso ou normal
Na zumbizolandia
Na Zumbizolandia
Mesmo não tendo pernas
Braços ou metade da cabeça
Seja morto vivo
Ou já morto de dar dó
Na Zumbizolandia
Ei,
O que vocês estão fazendo?
O que vocês estão querendo?
Não…
Me soltem…
Socorro!
Ah…
Na Zumbizolandia
Também é o seu lugar
Não erre o caminho
Entrou, tem que ficar
Na Zumbizolandia
Ah…
Na Zumbizolandia
Não existe bem ou mal
Na Zumbizolandia
Só o desejo de comer
Só o desejo de comer
Só o desejo de comer
Socorro!
Alguém me ajuda!
Globaquisição
Tênis da moda, sem meia, bermudão
Camisa, relógio e anel na mão
Cabelo espetado, óculos Hey Bom
Ai,pode? e celular falsificados
No bolso, não tem um tostão
Mas ginga, sobra de montão
É a tal da globaqui…
É a tal da globali…
É a tal da globalização
É a tal da globali…
É a tal da globaqui…
É a tal da globaquisição
Não deu para o original
Compra no mercadão
Não deu pro McDonald’s
Vai de podrão
O importante é a globalização
Todo mundo quer os mesmos bens
Mas nem todo mundo pode comprar
É um merchandising ali, uma propaganda aqui
E tem que se consolar com a falsificação
O importante é a globaquisição
Ou, para ter
– Perdeu playboy!
É a tal da globaqui…
É a tal da globali…
É a tal da globalização
É a tal da globali…
É a tal da globaqui…
É a tal da globaquisição
Hey bom
Hey bom
Esse óculos escuro é bacana
Última moda lá na Uruguaiana
Hey bom
A estampa da sua camisa é legal
Outro dia vi numa loja de grife igual
Hey bom
Bate um fio pra mim
Pode ligar a cobrar
Hey bom
Não perde a hora
Confere no Swatch de camelô
Para não se atrasar
Hey bom
Você é o bom
Você é o bom
Você…
É…
O bom…
O bom…
Você é…
Quase um Ray-Ban
Hey bom
Ostenta pulseira de ouro dos trouxas
Colar de pedra que brilha, mas não tem valor
Hey bom…
Penteia o cabelo espetado
Capricha no look, hoje o dia é irado
Vai sair com sua menina
Você é o bom
Você é o bom
Você…
É…
O bom…
O bom…
Você é…
Quase um Ray-Ban
Você é quase quase um…
Você é quase quase um…
Quase quase um Ray-Ban
Lado A, lado B
Bonitinha, cheirosinha
Dengosinha, gostosinha
Você, é tudo de bom assim
Você, é tudo de bom assim
Saidinha, safadinha
Cafajeste, ordinária
Você, é tudo de ruim assim
Você, é tudo de ruim assim
Quando eu comprei o seu lado A
Desconhecia o seu lado B
Na minha frente você era santa
Pelas costas mandava ver
Lado A, lado B
Lado A, lado B
O coração não sente
O que os olhos não vê
Bonitinha, cheirosinha
Dengosinha, gostosinha
Você, é tudo de bom assim
Você, é tudo de bom assim
Ô menina, faz assim
Faz assim, faz assim
Ô menina, faz isso não
Faz isso não, faz isso não
Saidinha, safadinha
Cafajeste, ordinária
Você, é tudo de ruim assim
Você, é tudo de ruim assim
Lado A, lado B
Lado A, lado B
O coração não sente
O que os olhos não vê
Old sex pistol
Old sex pistol
Old sex pistol
A era do faroeste acabou
O pistoleiro aposentou sua arma
Ele já não saca ela do coldre
Não dá mais dois, três, quatro tiros de uma vez
Old sex pistol
Old sex pistol
Sua mão já não é a mesma
Mesmo só, a deixa na mão
E quando outra mão toca sua arma
Ela dispara sem intenção
Old sex pistol
Old sex pistol
O velho pistoleiro comprou uma fazenda
Onde cria gado e tem plantação
A esposa do caseiro está lhe dando condição
Mas, na sua condição….
Ele teme mais o caseiro do que deseja satisfação
Old sex pistol
Old sex pistol
O velho pistoleiro aposentou a sua arma
Ele vive isolado em sua fazenda
Onde a justiça não chega
Nem filhos bastardos pedindo pensão
Nem ex-amores querendo mais
Nem maridos ainda velozes e furiosos
Old sex pistol
Old sex pistol
Old sex pistol
Don’t Funk (ou Funk do cinquentão)
Me chamou
Para cozinha
Pra fazer docinho
Me botou
Sobre a mesa
E começou a socar
Soca, soca
Soca, soca
Soca, soca
Soca o amendoim
Até virar paçoca
Me chamou
Para a sala
Pra assistir
Filme no GatoNet
A mão boba
Não parava
Para lá e para cá
Troca, troca
Troca, troca
Troca, troca
Troca de canal
Até a TV pifar
Me chamou
Pro banheiro
E eu fui toda saliente
Botou o cabo
Na minha mão
Estava ficando quente
Varre, varre
Varre, varre
Varre, varre
Varre a sujeira
Pra debaixo do tapete
Me chamou
Para ir pra cama
Eu disse: demorou
O dia todo
Me fez de empregada
Agora vai me dar valor
Ronca, ronca
Ronca, ronca
Ronca, ronca
Ronca filho da puta
Na hora H ele brochou
Descaradamente
Eu sempre acreditei
Em tudo que você dizia
Palavra por palavra
Em suas juras de amor
Embora muitos já
Tivessem me alertado
Sobre você
E seu blá-blá-blá
– Blerg!
Foi preciso ver
Com meus próprios olhos
Você e outro alguém
Para entender que você…
Mente para mim
Descaradamente
Mente para mim
Descaradamente
Mente, mente, mente
Para mim
Descaradamente
Só então percebi
Como errei em acreditar
Em todas suas histórias
E agora sei que você…
Mente para mim
Descaradamente
Mente para mim
Descaradamente
Mente, mente, mente
Para mim
Descaradamente
Você era… é… o amor da minha vida
A nossa vida era… é… perfeita
E agora o que eu faço
Com esse sentimento?
Que ainda é capaz
De te perdoar…
Minto para mim
Descaradamente
Minto para mim
Descaradamente
Minto, minto, minto
Para mim
Fingindo que você não mente
Bem ou mal me quer
Perguntei para Margarida
Se ela me ama ou não
Mas ela não soube responder
Perguntei para Rosa
Se ela me ama ou não
Mas ela não soube responder
Perguntei para Acássia
Para Dália, Violeta e até ao Cravo
Se ela me ama ou não
Mas as flores não
Souberam responder
Até ameacei lhes arrancar
As pétalas
Desfolhando bem me quer
Desfolhando mal me quer
Mas a minha curiosidade não
Foi maior do que o meu
Instinto ecológico
Talvez seja melhor eu perguntar
Para Rosângela
Talvez seja melhor eu desfolhar
… Rosângela
Bem me quer ou mal me quer
Bem me quer ou mal me quer
… Rosângela
Reticências
Tatuei o seu nome no meu braço
Junto a Rita, Juliana e Raquel
Isabela, Rosa, Cristiane
Gerlane escrito com “J”
E um riscão, amor que não vingou
Ornamentei ele com um coração
Flores e juras de amor
Ocupando do antebraço à mão
Não deixando lugar para mais nomes
Só para uma reticências…
Eu não sei Vanessa
Se você será o meu
Melhor ou último amor
Eu não sei Mônica
Eu não posso prometer
Mas juro me esforçar
Tatuei o seu nome no meu peito
Em minha perna, minhas costas e meu pé
Atrás da orelha e até na minha testa
Já não tem mais onde tatuar
Tatuei ele em fontes diferentes
Caixa alta, caixa baixa e azul
Verde, amarelo e vermelho
Já não existe mais forma de tatuar
Eu não sei Bruna
Se você será o meu
Melhor ou último amor
Eu não sei Shirlei
Eu não posso prometer
Mas juro me esforçar
Tatuei o seu nome no meu braço
Junto a Silvia, Tatiana e Monique
Margarida, Vera, Cristiane
Raimunda, que era toda bela
E um riscão, antes da reticências
Eu não sei Rosângela
Se você será o meu
Melhor ou último amor
Eu não sei Priscila
Eu não posso prometer
Mas juro me esforçar
Eu não sei Joana, minha joaninha
Eu não sei Joaninha… voou
Voou
Já não tem mais onde tatuar
A fome era tanta
Hoje de manhã
Eu acordei cheio de fome
Com vontade de comer
Banana, pão de queijo e Juliana
Carolina e biscoito goiabinha
E uma fatia de torta de maçã
A fome era tanta
A fome era tanta
E eu comi
A fome era tanta
A fome era tanta
A fome era tanta
E eu comi
Na hora do almoço
Pedi uma salada de entrada
Lasanha como prato principal
Ainda com fome
Belisquei a garçonete
E depois de Rita tomei um café
A fome era tanta
A fome era tanta
E eu comi
A fome era tanta
A fome era tanta
A fome era tanta
E eu comi
No lanche da tarde
Encarei os restos da geladeira
Ainda insatisfeito
Eu fui pra rua procurar
Um fast food, uma fast foda
Pastel, croquete e Beatriz
A fome era tanta
A fome era tanta
E eu comi
A fome era tanta
A fome era tanta
A fome era tanta
E eu comi
À noite uma pizza família
Sopa de cebola e Catarina
Me senti meio enjoado
E tomei um Epocler
Ainda assim comi a Isabela
E lambi o sorvete da Raquel
A fome era tanta
A fome era tanta
E eu comi
A fome era tanta
A fome era tanta
A fome era tanta
E eu comi
Faminto de você
Eu tô, que tô, que tô
Eu tô faminto de você
E não venha com feijoada, não
Eu quero é devorar você
Eu tô, que tô, que tô
Eu tô faminto de você
E não venha com lasanha, não
Eu quero é devorar você
Eu vou botar você sobre a mesa
Temperar com azeite de dendê
Eu vou botar você sobre a mesa
Uma pitadinha de sal
E pimenta para aquecer
Eu tô, que tô, que tô
Eu tô faminto de você
Eu tô, que tô, que tô
Eu tô faminto de você
Eu vou subir sobre a mesa
Eu vou subir sobre a mesa
Eu vou subir sobre a mesa
Eu vou devorar você
Eu tô, que tô, que tô
Eu tô faminto de você
Eu tô, que tô, que tô
Eu tô faminto de você
E depois de devorar você
Dos pés à cabeça
Eu vou partir para a sobremesa
Que também é… você
Eu tô, que tô, que tô
Eu tô faminto de você
Eu tô, que tô, que tô
Eu tô faminto de você
E não venha falar de etiqueta, não
Papo de dieta, comida vegana
E não venha com talher de prata, não
Com hashi de comida japonesa
– Você é orgânica
E é com o meu pauzinho mesmo que… Ops!
É com o meu mesmo… Ops!
Que eu vou devorar você
Eu tô, que tô, que tô
Eu tô faminto de você
Eu tô, que tô, que tô
Eu tô faminto de você
Baba, baby
Você fala demais sobre sexo
Mas nem sempre tem nexo
Me cansei desse seu sexo oral
Na hora de calar a boca e mandar ver, você não quer
Só quer que eu cole a minha boca pra te satisfazer
Seu sexo oral tem muito blá, blá, blá
Baby
Sexo oral não tem blá, blá, blá
Sexo oral tem é baba
Então, cala logo sua boca e baba
Baba, baba, baby
Baba, baba, baby
Só quer ganhar, não quer dar
Só quer gozar, não quer fazer gozar
Blá, blá, blá, blá, blá
Então, cala logo sua boca e baba
Baba, baba, baby
Baba, baba, baby
Me cansei desse seu sexo oral
Garoto, vê se cresce
Chega desse blá, blá, blá
Então, cala sua boca e baba
Baba, baba, baby
Baba, baba, baby
Antes que eu resolva
Lhe fazer um anal
Até tu
Quando não tem pica
Eu toco siririca
Quando não tem buceta
Eu toco uma punheta
Quando não tem peito
Eu lambo do mesmo jeito
Mas todo mundo tem cu
Depois eu lavo as mãos
Sexo é gostoso e quentinho
As vezes com pegada
As vezes com carinho
Seja rapidinho ou bem devagar
É bom demais
Que seja até gozar
Quando não tem amor
Eu troco por tesão
Quando não tem ninguém
Eu toco por ilusão
Quando não tem carro, casa ou motel
Tem sempre um cantinho
O mais importante é que todo mundo tem…
Até tu…
Depois eu lavo as mãos
Sexo tem sabor e tem cheirinho
As vezes gritos
As vezes sussurros bem baixinhos
Seja de olhos abertos ou não
Sexo é bom demais
Até com a mão
Nheco, nheco, nheco
Nheco, nheco, ah…
Chuá, chuá
Feliz Natal
As mães também viram cactos no natal
As mães também viram cactos no natal
As mães também viram cactos no natal
As mães
também
viram
cactos
no
natal
ho, ho, ho, ho, ho
no natal
ho, ho, ho, ho, ho
mamãe…
As mães também viram cactos no natal
As mães também viram cactos no natal
As mães também viram cactos no natal
As mães
também
viram
cactos
no
natal
ho, ho, ho, ho, ho
no natal
ho, ho, ho, ho, ho
mamãe…
Com bolinhas coloridas e lacinhos
anjinhos
bonecos de neve
papai…
cuidado…
com o dedo…
furou
sangue espalhado pela sala
furou
sangue espalhado pela sala
mamãe
Obs.: Perdão mamãe… É só uma frase engraçada!
Infantil – #SóQueNão
Amarelinha – Projeto “Brincadeiras de rua”
A borboleta passou
amarela pela janela
forçando a minha vista para fora
céu azul, arvores verdes, terra batida
à frente a vida
tão boa de percorrer
Feito criança correndo
atrás de qualquer sonho ou desafio
brincadeira com amigos ou só
amarelinha riscada no chão
o caminho leva ao céu
atire a pedrinha, preste atenção
De um a três em linha reta
pulando de casa em casa
em um pé só
quatro, cinco, pisa com os dois pés
seis, sete e oito, nove e chegou ao céu
chegou ao céu, bateu, voltou
Não esqueça de pular os desafios
as pedras no caminho
mesmo para as crianças estão lá
rá, rá, rá, rá, rá
todos vão rir se você errar
rá, rá, rá, rá, rá
todos vão rir se você errar
Sorrindo
sorrindo
sorrindo
gargalhando
Atira a pedrinha
pula de casa em casa
ou de duas em duas
até chegar ao céu
Sorrindo
sorrindo
sorrindo
gargalhando
Pião – Projeto “Brincadeiras de rua”
Roda pião
Na terra batida
Roda pião
Na palma da mão
Roda pião
No quintal ou na rua
Roda pião
Roda pião
Roda pião
Roda pião
As crianças em roda
Roda pião
Os adultos também
Roda pião
Todos aguardam
Roda pião
Roda pião
Roda pião
Roda pião
De madeira, com prego na ponta
Roda pião
De metal e luzinha piscante
Roda pião
De plástico, engrenagem ou pilha
Roda pião
Roda pião
Roda pião
Enrola a corda ao redor e atira
Ao chão pro pião rodar
Da corda na roldana do troço
Ou aperta o botão pra disparar
Roda pião
Roda pião
Roda pião
Tradição passada de pai pra filho
De avó pra neta
De irmão para irmão
Seja adulto, jovem ou criança
Não há quem não se encante
Com o rodar do pião
Roda pião
Roda pião
Roda pião
Corda – Projeto “Brincadeiras de rua”
Pula a corda
Pula, pula
Em um pé só
Pula a corda
Pula, pula
Com os dois pés
Pula a corda
Pula, pula, pula
Acelerando
Pula a corda
Pula
Devagar
Pula a corda
Pula pra frente
Pula pra trás
Pula a corda
Pula sozinho
Ou com alguém mais
Pula, pula, pula
Cruzando a corda
Com duas cordas ou mais
Pula, pula, pula
Para se divertir
Ou para competir
Pula a corda
Pula, pula
Estala a corda no chão
Pula a corda
Pula, pula
Tirando um raspão
Pula a corda
Pula, pula
Vem você também pular
Pula a corda
Pula, pula
Sem ter medo de errar
Pula, pula, pula
Pula a corda
Pula, pula
Em um pé só
Com os dois pés
Pula a corda
Pula, pula
Pula pra frente
Pula pra trás
Pula a corda
Pula, pula
Vem você também pular
Pula a corda
Pula, pula
Sem ter medo de errar
Pula, pula, pula
Piques – Projeto “Brincadeiras de rua”
Pique tá comigo
Pique tá com você
Pique bandeirinha
Polícia e ladrão
Pique esconde esconde
Meus pintinhos venham cá
1, 2, 3, estátua
Cabra cega vai te pegar
É bom brincar de pique
Correr pra lá e pra cá
E em cada brincadeira
Ver algo novo se revelar
É bom brincar de pique
Correr pra lá e pra cá
E em cada brincadeira
Ver algo novo se revelar
Pique tá comigo
Pique tá com você
Isso pouco importa
Ninguém joga pra vencer
Pique bandeirinha
Polícia e ladrão
Se a gente não brincar junto
Não tem brincadeira não
É bom brincar de pique
Correr pra lá e pra cá
Pique esconde esconde
Meus pintinhos venham cá
E em cada brincadeira
Ver algo novo se revelar
1, 2, 3, estátua
Cabra cega vai te pegar
É bom brincar de pique
Correr pra lá e pra cá
Pique esconde esconde
Meus pintinhos venham cá
E em cada brincadeira
Ver algo novo se revelar
1, 2, 3, estátua
Cabra cega vai te pegar
Roda – Projeto “Brincadeiras de rua”
Roda, roda
Roda a roda
Roda, roda
Para lá e para cá
Entre na roda
Para rodar
Roda, roda
Eu e você
Roda, roda
Quem vai querer
Quanto mais gente
Na roda
Maior a roda
Mais vai rodar
Roda, roda
Roda a roda
Roda, roda
Para lá e para cá
Entre na roda
Para rodar
Roda, roda
Eu e você
Roda, roda
Quem vai querer
Brincar de roda
Quanto mais gente
Na roda
Maior a roda
Mais vai rodar
Roda, roda
Mundo a rodar
Roda, roda
Vida a rodar
Roda, roda
Dias e noites
Roda, roda
Roda, roda
Eu
e você
Pipa – Projeto “Brincadeiras de rua”
Toma distância
Estica a linha
Aponta a pipa pro céu
E espera o vento soprar
Toma distância
Estica a linha
Aponta a pipa pro céu
E começa a correr
Para fazer a pipa precisa
De bambu, corda, cola e papel
Para empinar a pipa precisa
De espaço e azul no céu
Toma distância
Estica a linha
Aponta a pipa pro céu
Olha que dia bonito
Tá cheio de pipas no ar
O céu está tão colorido
Só falta a minha pipa a plainar
Toma distância
Estica a linha
Aponta a pipa pro céu
Eu tenho pressa e o vento não sopra
Eu corro para a pipa empinar
Eu tenho pressa e o vento não sopra
Eu corro para a pipa empinar
Eu corro para a pipa empinar
Eu corro para a pipa empinar
Eu corro para a pipa empinar
Cinco Marias – Projeto “Brincadeiras de rua”
Atira a Maria pro alto
Pega a segunda Maria e não deixa
Nenhuma Maria cair
Atira a Maria pro alto
Pega a terceira Maria e não deixa
Nenhuma Maria cair
Atira a Maria pro alto
Pega a quarta Maria e não deixa
Nenhuma Maria cair
Atira a Maria pro alto
Pega a quinta Maria e não deixa
Nenhuma Maria cair
Para brincar de Cinco Marias precisa
De cinco saquinhos de areia
Mas com cinco pedrinhas já é possível
Brincar de Cinco Marias
Atira as cinco Marias no chão
Escolhe uma e arremessa pro ar
Enquanto uma Maria voa
As outras Marias se põe a catar
Atira uma Maria pro alto
Pega de duas em duas Marias
Atira uma Maria pro alto
Pega uma, pega três Marias
Atira uma Maria pro alto
E pega as quatro Marias de uma só vez…
Não deixe nenhuma Maria cair
Não deixe nenhuma Maria cair
Não deixe nenhuma Maria cair
Instrumental
Eu não tenho nenhum conhecimento musical para compor uma música instrumental. Sequer para formular um prompt consistente para o Suno criar uma música instrumental. E eu nunca pensei em fazer esse pedido… Mas, de vez em quando, provavelmente por um bug do aplicativo, coloco uma composição minha para musicar e o aplicativo gera um instrumental de quatro, cinco minutos, inspirado na minha letra, mas sem nenhum vocal.
Algumas dessas músicas instrumentais são muito boas. Tem originalidade e qualidade surpreendentes. Depois de descartar diversas, com sentimento de pesar, resolvi guardar os melhores registros. Pois, embora eles tenham muito pouco de mim, são resultado de uma interpretação equivocada de uma composição minha. Talvez sejam só IA ou DI, sei lá… Mas gostaria de pensar que talvez exista um pouquinho de mim nessas músicas instrumentais também!
As músicas que apresento a seguir são a expressão máxima da IA (Inteligência Artificial) sendo DA (Desinteligência Artificial). São meu bug musical!
Instrumental 1
Instrumental 2
Instrumental 3
Instrumental 4
Instrumental 5
Instrumental 6
Instrumental 7
Instrumental 8
Instrumental 9
Instrumental 10
Instrumental 11
Instrumental 12
Instrumental 13
Instrumental 14
Instrumental 15
Instrumental 16
Eu solto a minha voz (música autobiográfica)
Quem canta
Os males espanta
Quando eu canto
Eu espanto até os bons
A minha voz
É desafinada
Descompasso no compasso
Isso nem é o pior
Meu ritmo
É desritimado
Quando esqueço a letra
Canto, mesmo errado
Os amigos
Vão saindo de fininho
Os vizinhos interfonam
Para reclamar
Já fiz aula de canto
Ensaio no banheiro
Mas no karaokê só levo zero
Minha namorada deu no pé
Mas, não quero nem saber
Quando escuto de longe
Uma musiquinha
Eu solto a minha voz
Não gostou, vai se foder!
Quando lembro
Da letra só o refrão
Eu solto a minha voz
Não gostou, vai se foder!
Quando estou
Triste ou alegre, tanto faz
Eu solto a minha voz
Não gostou, vai se foder!
E até mesmo
Cagando no banheiro
Eu solto a minha voz
Não gostou, vai se foder!
Não quero nem saber
Não gostou, vai se foder!
Galo cantou
Galo cantou
São 9 horas da manhã
Galo lesado
Seu cantar tá atrasado
Galo cantou
As 10 horas da manhã
Galo safado
Foi ciscar com as galinhas no alambrado
Deu 6 horas
E o galo não cantou
Deu 7 horas
E o dia já raiou
As 8 horas
Até seu dono reclamou
Tava cansado
O ponteiro do relógio atrasou
Cócócóricóóóó
Cócócóricóóóó
Sextou
Vai chegando sexta-feira
Corpo e alma se dividem
Ele ressente a semana
Ela anseia o final de…
Sextou!
O corpo tá cansado
E a alma quer se divertir
Eu vou tirar minha capa
Eu vou sair por aí
Vai chegando sexta-feira
Alma e corpo se dividem
Alma quer vida de santo
Corpo quer se perder por aí
Sextou!
A alma tá cansada
E o corpo quer se divertir
Eu vou tirar minha capa
Eu vou sair por aí
Cócócóricóóóó
Cócócóricóóóó
Preguiça
E se preguiça matasse
Eu não era preguiçoso
Eu já era defunto
Deitado em meu caixão
Com os dois pés juntos
E quando minha mãe se achegasse
Do lado do meu caixão
Eu dava uma piscadela
Cuidado velha
Pra não cair no chão
E quando meu pai se achegasse
Do lado do meu caixão
Eu fechava os olhos bem fechados
Meu velho já partiu dessa
Pra outra dimensão
E se preguiça matasse
Eu não era preguiçoso
Eu já era defunto
Deitado em meu caixão
Com os dois pés juntos
E quando minhas tias se achegasssem
Com seus rosários e romarias
E quando os amigos se achegassem
Com a pendura do bar do outro dia
… Eu prendia a respiração
Nhão, nhão, nhão…
Nhão, nhão, nhão…
Nhão, nhão, nhão…
E quando Maria se achegasse
Nhão, nhão, nhão…
Nhão, nhão, nhão…
Nhão, nhão, nhão…
E encontrasse Joana a chorar
E quando Vivi e Rosinha se achegassem
Nhão, nhão, nhão…
Nhão, nhão, nhão…
Nhão, nhão, nhão…
Também para tomar seus lugares
E quando Marcelo me olhasse carente
Nhão, nhão, nhão
Nhão…
… Não
Peraí, isso não
Eu me levantava
Deixava meu luto de lado
E ia deitar como os meus dois pés
Juntos em outro lugar
Anoitecer
Ainda vai anoitecer
Ainda vai anoitecer
A noite sempre chega
Vampira do prazer
Ainda vai anoitecer
Ainda vai anoitecer
As bruxas chegam a voar
Algo vai acontecer
Ainda vai anoitecer
Ainda vai anoitecer
As aranhas tecem suas teias
Os lobos começam a uivar
As luzes do castelo se acendem
A velha porta range ao abrir
Os convidados vão chegando
Um vento invade o salão
As janelas batem
Ouço passos na escada
É ela, é ela, é ela
Ainda vai anoitecer
Ainda vai anoitecer
A noite tem vida própria
Ela aguarda por você
Ainda vai anoitecer
Ainda vai anoitecer
A noite tem vida própria
Todos aguardam por você
A noite sempre chega
Vampira do prazer
Rapunzel
Rapunzel
Rapunzel
Jogue-me suas tranças
Rapunzel
Me leva para o céu
Dizem que a bruxa é malvada
Todos a temem, ela é cruel
Mas eu não tenho medo
Eu vou salvar a Rapunzel
Rapunzel
Rapunzel
Jogue-me suas tranças
Rapunzel
Me leva para o céu
Com a minha espada
E os meus braços fortes
Já enfrentei exércitos e dragões
Que venha a bruxa má
Rapunzel
Rapunzel
Jogue-me suas tranças
Rapunzel
Me leva para o céu
Não é essa bruxa malvada
E sua varinha
Que vão me impedir
Medindo, vara por vara,
Eu sou mais a minha
Rapunzel
Rapunzel
Jogue-me suas tranças
Rapunzel
Me leva para o céu
Com minha varinha
Eu ou levar ela para o céu
Rapunzel
Rapunzel
Jogue-me suas tranças
Rapunzel
Me leva aí pra cima
Vamos juntos para o céu
Já enfrentei guerreiros e dragões
Com meus braços a minha espada
O problema não é a velha malvada
O problema é a torre sem escada
Rapunzel
Rapunzel
– Vai…
Jogue-me suas tranças
Rapunzel
– Você vai gostar…
– Vai…
Me leva aí pra cima
Vamos juntos para o céu
Rapunzel
Rapunzel
Jogue-me suas tranças
Rapunzel
Me leva para o céu
– Vai Rapunzel
– A bruxa foi na floresta procurar ervas para suas poções
– Você vai me deixar aqui polindo minha varinha com as mãos
É big, é hora, parabéns
Fiz brigadeiro
Cajuzinho, quebra queixo
Bom bocado, gelatina
Cuscuz e tapioca
Para a festa
Da criança
Adoçar
Fiz cachorro quente
Sopa de ervilha
Pipoca, salgadinhos
Filezinho e batata frita
Para a fome
Dos convidados
Aplacar
Enfeitei salão
Com bonecos da Disney
Laços e fitas
Arco de bolas
Toalhas e flores nas mesas
Para aos invejosos
Dar algum assunto
Para falar
Contratei palhaço
DJ e mágico
Garçom e metre
Cozinheiros
Botei a mão no bolso
Sem medo
De gastar
Para o meu filho
É tudo, é tudo
É big, é big, é hora
Parabéns
Sobre a mesa bolo e velas
E dois olhos de sogra
Pois só tinha uma sogra
E, olhos, ela só tinha dois
É tudo
É big, é big
Parabéns
Só estragou a festa
A polícia
Que chegou para soprar as velas
E me levar
O Natal já era
Centenas de luzinhas piscando
É o Papai Noel chegando
Presentes sob a árvore
Mesa cheia de guloseimas
Ho, ho, ho
Papai Noel
Esse ano fui bonzinho!
Ho, ho, ho
Papai Noel
O que trouxe pra mim?
Presépio, presepada
Panetone, rabanada
Peru
Neve artificial no jardim
Ho, ho, ho
Papai Noel chegou!
Ho, ho, ho
Mas hoje, não…
Mas hoje, não…
Papai, mamãe, irmãos
Vovô, titios, primos
Toda a família reunida
Até o vizinho mala
Já era!
Ceia à meia-noite
Missa do Galo na TV
Fila no banheiro
Epocler pra dormir
Já era!
Ho, ho, ho
Papai Noel
O Natal já era!
Ninguém quer orar
Nem cozinhar, glú-glú
Ceia virou fast food
E a balada segue por aí
Na terceira dose
A risada é fácil
O amasso mais gostoso
Cuidado, senão… créu!
Ninguém quer ir pro céu
Nem agradar o bom velhinho
Já era!
Ho, ho, ho
Papai Noel
Só pensam na farra
E nos presentes pra
Dar, trocar, ganhar
Ho, ho, ho
Dar, trocar, ganhar
O Natal já era!
Ho, ho, ho
Papai Noel
O Natal já era!
Obs.: Perdão, o Natal não é o mesmo Natal para todos. Para mim, com certeza não..
O Natal fodeu (ou o Natal do catador)
Troca o sino
Pequenino
Por 5 reais
O presépio
É de bronze
Vale um pouco mais
O papai Noel
É de lata
Ele não vale nada
Ou você junta 1000
Ou deixa pro lixão
O presente é caro
O catador só acha
No lixo a sua caixa
Se tem filho…
– Ho, ho, ho, ho, ho
É natal
Bom Natal
Só se for o seu
Pois para aqueles
Que tem nada
O natal fodeu
– Ho, ho, ho, ho, ho
– O Natal fodeu
A rua está cheia
As pessoas indo e voltando
Carregadas de presentes
Mas ninguém vê o catador
– Ho, ho, ho, ho, ho
– O Natal fodeu
Tem peru, panetone, rabanada
A gente também gosta e quer
Tem pavê e pra comer
Mas ninguém vê o catador
– Ho, ho, ho, ho, ho
– O Natal fodeu
E aí a pessoa fica sobre o seu salto alto, com bolsinha Louis Vuitton, vestidinho Dior, perfume Chanel, fazendo crítica social
– Ho, ho, ho, ho, ho
A gente vê seu lixo na frente da sua casa
– O Natal fodeu
E não entende porque a gente rouba o cabo da internet dela, o medidor de luz, os números do portão
– Ho, ho, ho, ho, ho
– O Natal fodeu
– Ho, ho, ho, ho, ho
– O fodeu o meu, fodeu o seu!
Obs.: Perdão, o Natal não é o mesmo Natal para todos. Para os catadores de lixo, provavelmente, também não… KKK
Obs. 2: Perdão aos catadores de lixo por associá-los a roubo de cabos de internet e outros objetos de ferro. Catador é catador e ladrão é ladrão. Os catadores de lixo, com quem já tive a oportunidade de conversar, tinham e viviam com muita dignidade.
Obs. 3: Perdão também às pessoas que usam salto alto, bolsa Louis Vuitton, vestido Dior e perfume Chanel. Apesar de viverem em um mundo completamente distinto do mundo dos catadores de lixo e do meu, suas posses não implicam falta de consciência social.
Infantil – #SóQueNão
Haja sorrisos
Papai, mamãe
Avôs, vovós
tios, titias
Tantos primos pra brincar
Vizinhos, porteiros
Baleiros, jornaleiros
Curiosos, vendedores
De bolinhas pra soprar
As tias do colégio
O motorista do transporte
Os amigos da pracinha
E também os virtuais
Haja sorrisos pra sorrir
Haja amor pra partilhar
Eu sei que vou crescer
Com todos que cruzar
Eu sei que vou crescer
Com todos que cruzar
Mamãe, papai
Vovós. avôs
Titias, tios
Rá, rá, rá
O Mickey Mouse do parquinho
A Bela Adormecida do teatro
Os atores da tevê
Os cantores das canções
A Galinha Pintadinha
Os bonecos que tem vida
O mundo mágico do Bita
Patati e Patatá
Haja sorrisos pra sorrir
Haja amor pra partilhar
Eu sei que vou crescer
Com todos que cruzar
Eu sei que vou crescer
Rá, rá, rá, rá, rá
Eu nada sei
Uma garotinha me parou na rua
E me perguntou por que o céu é azul
Sorridente eu respondi pra ela
Queridinha, eu não sei
Insistentemente a garotinha emendou
Outra pergunta que eu não soube responder
Encabulado eu respondi pra ela
Queridinha, eu não sei
Ela quis saber se a Terra é redonda
Se é mesmo a cegonha que nos traz
Por que existem borboletas brancas e amarelas
Queridinha, eu não sei
Ela quis saber porque que chove
E em outros dias fazem sol
Se quando morremos vamos para o céu
Queridinha, eu não sei
Mas era hiperativa a garotinha
Não parava de fazer perguntas
Já sem paciência eu lhe respondi
Queridinha, eu não sei
Por que as flores desabrocham e murcham
Por que a gente tem que crescer
Por que isso e não aquilo
Seus olhinhos brilhantes aguardavam eu responder
Mas eu só sei que eu nada sei
Mas eu só sei que eu nada sei
Mas eu só sei que eu nada sei
Queridinha, eu não sei
Por que os garotos vivem a brigar
Por que as garotas são ciumentas
Por que ela nunca tira 10 na escola
Por que tantas perguntas que eu não sei
Mas eu só sei que eu nada sei
Mas eu só sei que eu nada sei
Mas eu só sei que eu nada sei
Queridinha, eu não sei
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