Uma arte que não vingou
Há ideias que nascem como desenhos, esboços ou imagens mentais e permanecem assim. A vontade de criar existe, mas faltam tempo, técnica ou meios para transformar criações em obras reais.
IArte resgata, desse território, criações arquivadas em papel amarelado, arquivos digitais ou guardadas apenas na cabeça de quem as imaginou, sem encontrar uma forma de serem exibidas a alguém.
A inteligência artificial oferece, para artistas não artistas, outra possibilidade: partir de esboços e ideias para criar imagens que simulam um resultado final. Em vez de um esboço malfeito no papel ou de um registro oral ou textual, é possível fazer um retrato do que não existe.
IArte reúne algumas dessas experiências – pinturas, esculturas, instalações artísticas e artesanatos virtuais que ganham vida. Não necessariamente como obras prontas ou definitivas, mas como uma maneira de tornar visível aquilo que, até então, era apenas imaginação.
América Latrina
“América Latrina” provoca uma reflexão sobre as disparidades entre as Américas do Norte, Central e do Sul. A proposta é criticar a concentração dos recursos e do poder no Norte, enquanto para o Centro e o Sul são deixadas as consequências, os resíduos, o descarte de tudo o que é considerado “lixo”.
As esculturas simbolizam essa divisão: a tampa da privada representa a América do Norte, enquanto o assento, onde as pessoas se sentam para urinar e/ou defecar, representa a América do Sul. A obra é uma metáfora para a exploração e os contrastes sociais, políticos e econômicos que ainda marcam as relações entre as três Américas.
Entrevidros
“Entrevidros” convida à reflexão sobre a fragilidade da existência humana. Somos seres delicados, expostos a perigos de qualquer natureza e em qualquer lugar, quando não nos tornamos os maiores riscos para nós mesmos. Para nos preservar, buscamos abrigo atrás de redomas de vidro, como objetos frágeis e preciosos.
Mas o vidro não é uma parede, um cofre de aço ou uma barreira impenetrável. Estamos vulneráveis, à mercê de quaisquer ameaças que possam romper essa proteção, quebrá-la ou atravessá-la. E, quando isso acontece, não apenas ficamos desprotegidos, mas também nos expomos aos riscos dos próprios estilhaços de vidro.
Telas vestidas
Não há conceito por trás de “Telas vestidas”, a coletânea somente apresenta blusas como suporte para pinturas. A ideia original era empapar as blusas com resina e deixa-las endurecer nas formas desejadas, com pequenas dobras, amaçados e/ou volumes. E usar essas blusas como suporte para pinturas.
Desenquadramento
“Desenquadramento” propõe uma reflexão sobre os limites e possibilidades da pintura ao questionar o papel tradicional da tela como suporte. A pintura se expande para ocupar espaços inusitados: ela surge na moldura, na parede, ao redor da tela, ou como fragmentos e reflexos que rompem com o formato convencional.
Essa abordagem convida o espectador a reconsiderar o que é pintura e onde ela pode existir, desafiando os conceitos tradicionais de composição e apresentação artística.
Merchandising
“Merchandising” brinca com marcas famosas, apresentando seus produtos de formas inusitadas. Como um lanche do McDonald’s sendo ofertado aos Orixás em uma “Mcumba”, um cartão Visa usado para se abanar e afastar o mau cheiro ao defecar – “Cagar com Brisa é muito melhor!” -, ou um perfume Coco Chanel usado para tirar cheiro ruim da privada – “Chanel entende como ninguém de Coco”.
Namoradeiras
“Namoradeiras” é uma releitura de uma arte decorativa profundamente enraizada na cultura brasileira. Tradicionalmente, essas esculturas retratam mulheres sonhadoras, apoiadas em janelas, evocando o romantismo e a contemplação do cotidiano no interior do Brasil.
Nesta instalação, porém, a tradição é subvertida: personalidades brasileiras e internacionais tomam o lugar da figura clássica, ampliando o diálogo entre o passado e o presente, o regional e o universal. Dentre as imagens retratadas, estão: Amelia Earhart, Carmen Miranda, Frida Kahlo, Lady Di, Lady Gaga, Madre Teresa, Maria Bonita, Princesa Isabel e Whoopi Goldberg.
Antitributo
“Antitributo” desconstrói a ideia de homenagem. Nesta exposição, as figuras ilustres da história são revisitadas sem as máscaras da reverência habitual, revelando o peso brutal de suas mortes.
Aqui, a estética encontra o desconforto: a cabeça de um decapitado repousa ao lado de seu corpo; o enforcado permanece suspenso perpetuando o instante da sua execução; e o rosto deformado por um disparo conta uma história que muitos preferem esquecer.
Este não é um tributo convencional – é um espelho das verdades cruéis que marcaram suas existências. Um convite a refletir sobre memória, violência e o legado da história.
Emoções emparedadas
“Emoções emparedadas” é um convite para refletir sobre nossos conflitos internos. Mergulhando nas profundezas das emoções humanas, explorando os limites entre o interno e o externo, o visível e o reprimido.
As formas humanas, feitas do mesmo material que as paredes, surgem de maneira perturbadora, expressando sentimentos variados. O próprio emparedamento das emoções pode, em alguns momentos, ser negativo, mas também pode servir como um mecanismo de proteção ou reflexão. Ao final, a parede se rompe, deixando escorrer as tensões reprimidas e abrindo caminho para e liberdade e a paz.
Do avesso
Não há conceito por trás desta coletânea, ela somente brinca com a gravidade, utilizando varais de roupa que sobem do chão em direção ao teto e seguram roupas para elas não saírem voando.
A ideia original era empapar as peças de roupa com resina e deixar elas endurecerem nas posições desejadas, com pequenas dobras, amaçados e/ou volumes, e passar cabos de aço pelos fios do varal para manter a estrutura apoiada no chão, subindo ao teto. Outros objetos foram introduzidos saindo do teto e indo em direção ao chão, também invertendo a ótica da gravidade.
Canecadas
“Canecadas” é uma exposição de canecas decoradas com frases que ninguém pediu, mas que todo mundo precisa ou merece ouvir. Aquelas verdades inconvenientes que costumamos engolir junto com o cafezinho do break no trabalho, para respirar — agora estampadas, sem filtro, na louça. Afinal, dar uma pausa não significa se calar ou se acovardar. Se é para tomar porrada da vida todos os dias, que seja resistindo e dando porrada também!
Quando canecas viram pedradas… cada frase é um soco de realidade! São provocações, reflexões ácidas, humor negro e aquela sinceridade desconfortável servida em dose dupla. A gente precisa de munição para enfrentar o dia — e se essa munição vier estampada numa caneca que aquece as mãos enquanto queima verdades na garganta? Perfeito. Não é só café. É combustível, é resistência, é arte que bate de volta.
Obs.: Definitivamente, os Apps de imagem são falhos quando se utiliza frases em português e muito ruins em design de canecas. Tive que usar outros Apps de edição online e Photoshop para chegar ao resultado que cheguei. Está bem longe de ser arte… Mas eu nunca tinha parado para pensar em frases, quando tive a ideia de fazer esse experimento, eu adorei a ideia e foi fazendo os registros. Aqui, apresento as frases que mais gostei e tem a ver comigo:
- Café no copo, fé na igreja e milagre no banheiro.
- Sou coerente: Café preto, humor negro e vida que segue…
- Antes do café, nem Deus me aguenta.
- O café é forte… A personalidade, ainda mais!
- Não estou de mau humor… É minha personalidade mesmo!
- Não sou grosso, sou direto!
- Educação eu tenho, a paciência que acabou.
- Silêncio. Estou recalculando minha tolerância.
- Intolerante a: 🔲Lactose 🔲Glúten ☑️Gente chata.
- Terapia custa caro, processos custam muito mais…
- Aceito conselhos, mas prefiro PIX.
- Só estou aqui pelo café e pelo drama.
- Você prefere que eu tenha inveja ou pena de você?
- Não julgo. Mas observo e tiro conclusões.
- Por etiqueta, finjo que te escuto e sorrio…
- Drama alheio não adoça minha vida.
- Não sou má pessoa. Só preciso de mais algumas aulas de teatro!
- Sua energia negativa + Minha energia negativa = Blackout.
- Sou leve. Porque não acumulo merda, nem pessoas tóxicas…
- Processo tudo rapidamente: digestão e decepção.
- Deixo ir embora: mágoas, rancores e tudo que comi ontem.
- Pratico o desapego onde ele realmente funciona: no banheiro.
- Não esqueça de dar a descarga e fechar a tampa, depois da terapia.
- Meu chakra mais equilibrado fica no intestino.
- Namastê… Agora me deixa em paz por 15 minutos!
- Desculpa, estou em um compromisso inadiável comigo mesmo.
- Não é preguiça, é autocuidado!
Reino animal
“Reino Animal” convida o público a imaginar um mundo onde a racionalidade deixa de ser o fator que determina o domínio humano sobre as demais espécies. Nas peças, os papéis se invertem: o caçador se torna a presa, o adestrador foge do chicote e o visitante do zoológico ocupa o lugar dos animais em exibição.
A exposição é um convite à reflexão sobre nossa relação com o reino animal e os papéis que poderíamos desempenhar para um convívio mais equilibrado, mas que, muitas vezes, ignoramos. Em vez disso, sobrepomos nossa vontade às outras espécies, nos tornando agentes do desequilíbrio.
Piolhos
“Piolhos” é uma instalação que nos convida a ver a vida através da perspectiva dos piolhos. Fios de cabelo gigantes saem do chão em direção ao teto, enquanto pessoas caminham entre eles, assumindo a escala e, por que não, o papel de piolhos.
Uma ideia simples, resultando em algo surreal e monumental. Por alguns minutos, o visitante muda de lado: deixa de ser o hospedeiro e passa a ser o parasita. Os papéis se embaralham, e a pergunta deixa de ser quem está na cabeça de quem e passa a ser quem coçou primeiro.
Talvez não haja intenção nem muita inteligência por trás desta exposição. Foi só uma ideia que passou por uma cabeça, como qualquer piolho pode passar.
Arte desconstruída
“Arte desconstruída” promove releituras inesperadas e provocações com clássicos da história da arte. Nela, Pinóquio caminha entre os girassóis de Van Gogh, Mickey e Minnie vivem um romance ao estilo Gustav Klimt, e até o “Pensador” reflete… sentado na privada.
De David em uma boate gay a Michael Jackson na Santa Ceia, as obras reimaginam ícones culturais com humor e criatividade. Onde o sagrado e o pop, o clássico e o irreverente se encontram, convidando você a enxergar a arte sob novas perspectivas. Explore, ria e reflita: a arte é uma brincadeira séria.
Excrementos
“Excrementos” traz uma reflexão visceral sobre o impacto de figuras históricas que marcaram a humanidade com violência, opressão e injustiça. Por meio de atos simbólicos como urinar, defecar e vomitar sobre suas imagens, a obra expressa a rejeição de valores nocivos que ainda influenciam o presente.
Os gestos fisiológicos se transformam em metáforas de libertação, uma forma de expelir aquilo que continua a corroer nossa sociedade. Mais do que chocar, a instalação convida à introspecção e ao confronto com as contradições humanas, questionando como lidamos com os erros do passado e como podemos construir um futuro mais justo.
Não sei se esse tipo de “excrementação” mental passa pela cabeça de vocês – essa vontade de expelir simbolicamente minhas raivas -, mas vivo me perguntando: Em quem vou mijar, cagar ou vomitar hoje? Nesta exposição, entre os ditadores, terroristas, movimentos radicais, racistas e assassinos que foram simbolicamente mijados, cagados e vomitados, estão:
- Adolf Hitler – Responsável pela Segunda Guerra Mundial e pelo Holocausto.
- Saddam Hussein – Ex-ditador do Iraque, envolvido em genocídios e conflitos armados.
- .John Hawkins – Um dos primeiros e mais notórios comerciantes ingleses de escravizados.
- Josef Mengele – “Anjo da Morte”, responsável por experimentos cruéis e desumanos em prisioneiros nos campos de extermínio nazistas.
- Osama Bin Laden – Responsável pelo ataque terrorista de 11 de setembro, entre outros.
- Ku Klux Klan – Símbolo de ódio e violência racista nos EUA.
- Mark David Chapman – Assassino de John Lennon.
- Nathuram Godse – Assassino de Mahatma Gandhi.
- Lee Harvey Oswald – Assassino do presidente JFK dos EUA.
Urninhas de estimação
“Urninhas de estimação” apresenta duas propostas para dar um novo destino às cinzas de pessoas cremadas.
Na primeira, as tradicionais urnas funerárias ganham formas personalizadas: recipientes de vidro que reproduzem os rostos dos falecidos. Uma maneira de preservar não apenas as cinzas, mas também a aparência de quem partiu, formando uma curiosa coleção de retratos de família. Até que a morte os reúna.
Na segunda, as urnas se transformam em pequenos potinhos de vidro, distribuídos entre pessoas queridas. Mas o que fazer com os mortos depois de recebê-los? Cada um que dê aos seus o destino que achar mais conveniente…
Duas ideias que brincam com a solenidade dos rituais funerários, transformando objetos de reverência em utensílios domésticos. Uma nova maneira de manter nossos mortos por perto, sem que precisem ocupar tanto espaço.
Layouts IAprimorados
“Layouts IAprimorados” reúne trabalhos originalmente criados sem o uso de inteligência artificial. Basicamente, rabiscos e layouts disponíveis na aba “Esboços”, da seção “Sem IA”.
Aqui, esses mesmos trabalhos são revisitados com o auxílio de aplicativos de geração de imagens por IA, aprimorando formas, texturas, iluminação e realismo, sem abandonar as ideias e composições originais.
Uma maneira de transformar esboços e layouts em representações mais próximas de obras reais, ainda que continuem existindo apenas na imaginação.
Natureza morta
Não há um conceito por trás de “Natureza morta”. Ela somente perverte um dos temas mais tradicionais da pintura: fruteiras, vasos e objetos dispostos sobre uma mesa.
Mesmo hoje, esse estilo de desenho e pintura é utilizado em cursos livres e até na formação acadêmica em Artes. Mas, depois de tantos anos e de tantos desenhos e pinturas produzidos, já era para a natureza morta ter sido morta e enterrada.
Frutas apodrecidas com moscas sobrevoando, fruteiras vazias cercadas de pessoas famintas e desnutridas e pedaços de cadáveres expostos no centro da mesa de jantar… A inocência da natureza morta é pervertida para assumir um papel crítico que não costuma exercer, revelando a fome, a desigualdade social e a própria morte.
Vodu do Amor
“Vodu do Amor” é um bonequinho artesanal cheio de charme e significado, disponível nas versões masculina e feminina, que podem ser adquiridas juntos ou separadamente. Ele acompanha uma bolsinha especial para guardar uma mecha de cabelo e um pedaço de tecido da pessoa amada, além de um coração e dois alfinetes para ativar a magia. No local do rosto, você pode adicionar uma foto 3×4 da pessoa desejada, tornando-o ainda mais personalizado e único. Ideal para quem busca um toque místico e romântico!
Objetos sencientes
“Objetos sencientes” convida o público a refletir sobre a ambiguidade, a ironia e a transformação da funcionalidade dos objetos do cotidiano. Cada peça transcende sua utilidade inicial, questionando as convenções que moldam nossa interação com o mundo material. Por meio de invenções que beiram o surreal e o filosófico, a exposição desafia os limites da forma e da função, revelando novas narrativas e interpretações possíveis para coisas aparentemente banais:
Aspirador narigudo
Um aspirador de pó com design literal e inusitado: sua estrutura imita perfeitamente um nariz gigante, transformando a limpeza em um momento cômico.
Lâmpada de 1 vela
Uma lâmpada projetada para emitir exatamente a mesma intensidade luminosa de uma vela, utilizando a vela como unidade de medida de potência.
Cofre ante furto, mas não ante inveja
Um cofre com estrutura externa totalmente transparente, permitindo que seu valioso conteúdo seja visto e invejado por todos, mas protegido contra quaisquer tentativas de furto.
Olho mágico
Um dispositivo ocular que proporciona visão de 360 graus do lado de fora da casa, garantindo segurança aos moradores e mantendo-os atualizados sobre os acontecimentos e conversas na vizinhança.
Sugar Daddy
Um açucareiro estilizado com o rosto do “tio Sukita”, perfeito para marcar território com humor na casa da namorada mais jovem.
Sugar Mommy
Um baleiro criativo com o rosto da “tia Fanta”, ideal para deixar sua marca inconfundível na cozinha do personal trainer.
Porta-retratos
Um porta-retratos que, fiel ao nome, é uma porta em miniatura, a imagem só é revelada ao se abrir a pequena porta.
Relógio de 24 horas
Um relógio analógico inovador, cujo ponteiro das horas completa um giro total ao longo das 24 horas do dia.
Ampulheta catastrófica
Uma ampulheta onde, em vez de areia, pequenas paisagens em miniatura desmoronam de forma dramática à medida que o tempo passa.
Mãe
A instalação “Mãe” implicaria cometer alguns ilícitos, pagar multas por eles e a perda do direito de dirigir. A ideia consiste em levar ao menos 8 multas por excesso de velocidade, captadas por radar, para obter a foto da traseira do carro comprovando o ilícito. No dia de cada multa, o carro teria uma letra inscrita no vidro traseiro, que, colocadas lado a lado, formariam a frase: Mãe te amo. Ou: Mamãe, te amo.
A instalação, além das multas com as fotos enfileiradas lado a lado formando a frase, apresentaria as multas, o somatório do valor das multas, os comprovantes de pagamento das multas, a advertência de perda da carteira por excesso de pontos acumulados pelas infrações cometidas e a carteira de motorista rasgada ou carimbada com o dizer: Apreendida.
Evidentemente, essa instalação só faria sentido, com infrações reais, registrando a desobediência às leis e suas consequência.
Mão amiga
“Mão amiga” registra uma peculiaridade da inteligência artificial: mãos com dedos faltando ou sobrando, soldados entre si, às vezes sem braço. O mesmo acontece com pés, animais e rostos com elementos fora do lugar.
A IA imagina quase tudo, mas se atrapalha justamente com aquilo que usamos todos os dias para tocar, andar, apontar e abraçar. Talvez seja essa uma das ironias do nosso tempo: a máquina que cria o complexo tropeça no corriqueiro.
A arte também se alimenta da desconstrução, do choque e do erro. Quando a IA, sem querer, funde o dedão de um filho na palma da mão do pai num post de Dia dos Pais, ela faz arte por acidente e mostra que ainda não entendeu bem o que é ser humano.
Sem IA
Não seríamos honestos, se não apresentássemos aqui um pouco do que já fizemos de “arte”.
Às vezes uma boa ideia não ganha vida por preguiça, impaciência ou falta de habilidades. Diferente da produção literária – em que a ideia, o texto é o produto final – um registro em palavras ou esboçado em rabiscos de uma ideia de pintura, escultura ou instalação não vira um produto.
Aqui trazemos um pouco de rabiscos e ideias inacabadas ou mal acabadas. Temos mais a nos envergonhar do que vangloriar do que vem adiante. Mas achamos importante mostrar como eram nossas “artes”, em comparação ao que são nossas IArtes!
Infelizmente – ou felizmente – muitas ideias foram perdidas ao longo do tempo ou nem registradas, de forma alguma. Pois não existia, ao contrário do texto e das composições, nenhuma perspectiva de transforma-las em algo real.
Esboços
Ilustrações
Trabalhos realizados
Fotografias
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